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Uma
região que abriga rios de uma infância
ruidosa, cheia de corredeiras e cachoeiras que
passam dos 200 metros de altura. A paisagem
se alterna entre campos rupestres cheios de
delicadas flores, cerrado típico e matas
de galerias com vegetação atlântica.
A prática de esportes de aventura começa
a atrair um novo público. Mas, o que
chama a atenção e ainda desperta
o maior interesse é a exuberância
das belezas naturais.
É
nesse ambiente que vivem protegidas espécies
de animais ameaçados de extinção,
como o tamanduá-bandeira, o lobo-guará,
o tatu-canastra e o pato mergulhão. A
vida rural mantém as velhas tradições
culturais da região, como a arquitetura
do século 19, os muros de pedra sem cimento,
o queijo canastra e o carro de boi.
Assim
se apresenta a Serra da Canastra, ícone
de um circuito turístico que reúne
várias cidades e lugarejos. Cachoeiras,
serras, grutas e fazendas centenárias
são os atrativos desse circuito de campo
cerrado e predomínio da vida rural. Um
convite irresistível para quem gosta
de cultura, natureza e aventura. A serra e suas
formações rochosas abraçam
o imenso alagadiço, tornando-a uma espécie
de berçário das bacias hidrográficas
dos rios Paraná e São Francisco.
Rio das Velhas ou Araguari é um dos mais
conhecidos que nasce no chapadão para
formar a bacia do Paraná. Foi às
margens dele que no século 18 surgiu
o garimpo de ouro que deu origem à histórica
Vila de Desemboque, marco de toda a ocupação
do Brasil Central.
Para
fugir do abraço da serra, o São
Francisco se derrama em uma pequena cascata,
a menos de 5km da nascente. Em seguida, o “Velho
Chico” escorre mais 6 km em percurso todo
preservado, tanto pelo IBAMA, quanto pelos donos
das terras que o margeiam, para despencar na
Casca D’Anta, maior cachoeira da região,
com mais de 180 metros. Motivo de sobra para
que este santuário seja preservado. Aliás,
o grande objetivo da criação do
Parque Nacional da Serra da Canastra foi a proteção
das nascentes do rio São Francisco.
Criado
em 1972, o Parque Nacional da Serra da Canastra
tem 71.525 hectares. A ampliação
para 200 mil hectares deve acontecer a partir
deste ano com a aprovação do novo
Plano de Manejo e a aquisição
de novas áreas pelo Ibama. Uma estrada
de 60 km corta o Parque de fora a fora e vias
secundárias dão acesso a algumas
das principais atrações, como
o Retiro de Pedras (área da primeira
fazenda instalada na região), a parte
alta da cachoeira dos Rolinhos, o cânion
do rio São Francisco e a parte alta da
Cachoeira Casca D’Anta.
Todo
o chapadão da serra onde está
o Parque Nacional alterna essas áreas
de campos e campos rupestres, com variações
intermediárias que os especialistas chamam
de campo cerrado, campo sujo e campo limpo.
Além disso, há pequenos trechos
de floresta e cerrado típico. Em toda
essa área, um grupo de especialistas
da Universidade Federal de Uberlândia
já conseguiu identificar 540 espécies
de plantas em apenas quatro anos de pesquisas.Por
tudo isso, a Serra da Canastra é o caminho
mais curto para redescobrir um mundo onde o
homem e natureza convivem em harmonia.
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Atrações
do Parque Nacional |
| Cachoeira
Casca D’Anta parte baixa
O acesso à parte de baixa pode ser feito de carro,
pela portaria 4 do Parque Nacional, logo depois de São
José do Barreiro, um pequeno povoado, parada
obrigatória dos aventureiros. Seguindo uma trilha
no meio da mata ciliar, chega-se ao maior espetáculo
natural de rara beleza. A grande cortina d’água,
o paredão verde da serra, os sons, o rio salpicado
de pedras, somando a fauna e flora sem igual, ficam
para sempre na memória.
Cachoeira
Casca D’Anta parte alta
Pela portaria 1 do parque chega-se de carro até
bem próximo do cânion que o rio São
Francisco forma antes da queda. São piscinas
naturais de água fria e cristalina, nem todas
acessíveis, formando uma seqüência
de cachoeiras. Mais adiante há o mirante de onde
se vê parte da queda principal, o lago negro embaixo
e o curso do rio até a primeira curva rumo ao
Nordeste. São mais de 300 metros de altura oferecendo
um macro visual panorâmico da região.
Nascente
do Rio São Francisco:
O acesso a nascente se dá pela portaria 1 do
parque e fica num lindo vale a 1300 metros de altitude.
A placa de pedra marca o lugar onde o “Velho Chico”
inicia o percurso de quase 3 mil Km quilômetros
até o litoral do Nordeste. Para chegar até
a estátua de São Francisco é preciso
percorrer uma trilha de pedras colocada sobre o atoleiro,
pois a nascente é formada por dois pequenos córregos
que surgem no meio de um charco.
Centro
de Visitantes:
Na portaria 1 do Parque Nacional, o Centro de Visitantes
possui auditório, biblioteca, exposição
de fotos, rochas e outros materiais com informações
gerais sobre o lugar. O monitor do Ibama também
informa sobre as normas de visitação.
Visite também:
Cachoeira do Jota, Cachoeira dos Rolinhos, Curral de
Pedras e Garagem de Pedras
Principais
cachoeiras em áreas particulares
Capão Forro, Cachoeira do Rolador, Poço
das Orquídeas, Cachoeira do Antonio Ricardo,
Cachoeira do Vento, Cachoeira do Quilombo, Cachoeira
dos Rolinhos, Cachoeira das Lavras, Gruta do Tesouro,
Cachoeira do Cerradão.
O Parque tem 4 entradas ou portarias, sendo:
portaria Sacramento, São João Batista
do Glória, São Roque de Minas e portaria
Casca D’Anta.A região ecoturística
da Serra da Canastra tem mais de 200 mil hectares e
abrange 6 municípios: São Roque de Minas,
Vargem Bonita, Sacramento, Delfinópolis, São
João Batista do Glória e Capitólio.
A maior atração é o Parque Nacional
da Serra da Canastra, criado em 1972 para proteger as
nascentes que formam o rio São Francisco.
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Dicas/rodovias:
FRANCA: saindo de Franca, a melhor forma de chegar à
MG 050 é pela SP 345, passando por Capetinga
e saindo na altura de Itaú de Minas.
RIBEIRÃO PRETO: melhor caminho é via Serrana,
Altinópolis e São Sebastião do
Paraíso.
SÃO PAULO: Rodovia Anhanguera ou Bandeirantes
(até interligação com Anhanguera)
até o anel viário de Campinas no km 86
e daí para Mogi-Mirim, Mogi-Guaçu, Casa
Branca, Mococa, Arceburgo e São Sebastião
do Paraíso.
RIO DE JANEIRO: BR 040 passando por Três Rios,
Juiz de Fora e Barbacena. Depois São João
Del Rey e Lavras (via BR 265) e daí cruzando
a rodovia Fernão Dias (BR 381) na altura de Perdões
rumo a Campo Belo (BR 354) até chegar a Formiga,
já na MG 050. Depois é só seguir
rumo ao Estado de São Paulo até Piumhi
e daí para São Roque de Minas. |
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