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O lendário mundo do saci-pererê, da
mula sem cabeça, da mãe d’água
de tantos outros personagens
que povoam o imaginário popular,
continua vivo e muito próximo. É em Olímpia,
cidade distante de Franca a apenas 180
quilômetros, que acontece o maior festival do
país em diversidade e número de manifestações
folclóricas.
O 42º Festival do Folclore programado
para acontecer de 05 a 13 de agosto,
transforma a cidade, durante nove dias,
na capital da cultura popular brasileira.
Nesse período o município respira
folclore dia e noite, quando reúne
grupos de moçambiques, congadas,
batuques, fandangos, reisados,
bumbas-meu-boi, marujadas e
folias de reis.
A história do Festival de
Olímpia teve início em 1965
por iniciativa do professor José
Sant’anna, um estudioso do folclore
brasileiro, já falecido. A festa que
inicialmente propunha privilegiar
o folclore local e regional recebe
atualmente grupos folclóricos
de várias regiões do país e
cerca de 150 mil visitantes.
São pessoas vindas de diversas partes do Brasil e do exterior, que
atraídos pela fama do festival,
modificam a rotina da cidade.
De acordo com a comissão
organizadora, o festival deste ano
receberá 57 grupos, sendo 46
autênticos e 11 parafolclóricos e
homenageará as manifestações
do Estado do Pará que virá com
o Balé Folclórico “Tradições
da Amazônia”. Neste período,
as escolas transformam-se em
alojamentos para os participantes
dos grupos, que durante o dia
dançam e cantam ao ar livre. A Associação de Defesa do
Folclore Brasileiro, entidade que
organiza o Festival todos os anos,
conta com o apoio de voluntários e da
Prefeitura Municipal de Olímpia.
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Segundo diz a Secretária de Turismo do Município, Rosali Gobato Ducati, a festa
que movimenta a cidade durante toda a semana não visa lucro. Ela diz que “vale a pena
ver as apresentações, visitar o pavilhão de Pintura, o Turístico Cultural, participar dos
Seminários, do Minifestival onde os grupos de dança contam histórias folclóricas para as
crianças, e da Folclorança, uma oficina de brinquedos tradicionais estudantis”, finaliza. O Festival tem importância para toda a cidade, pois além de difundir a cultura
nacionalmente, movimenta a economia da cidade e da região. Pesquisa realizada
ano passado pela prefeitura, constatou que foram gerados 500 empregos, diretos e
indiretos, durante o evento. Fato que motiva a cidade a continuar realizando a festa que
representa a cultura do povo brasileiro. |
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