Franca, 30 de julho de 2010
 
Olímpia
"ACapital doFolclore Brasileiro"








     O lendário mundo do saci-pererê, da mula sem cabeça, da mãe d’água
de tantos outros personagens que povoam o imaginário popular, continua vivo e muito próximo. É em Olímpia, cidade distante de Franca a apenas 180 quilômetros, que acontece o maior festival do país em diversidade e número de manifestações folclóricas.

O 42º Festival do Folclore programado para acontecer de 05 a 13 de agosto, transforma a cidade, durante nove dias, na capital da cultura popular brasileira. Nesse período o município respira folclore dia e noite, quando reúne grupos de moçambiques, congadas, batuques, fandangos, reisados, bumbas-meu-boi, marujadas e folias de reis.

A história do Festival de Olímpia teve início em 1965 por iniciativa do professor José Sant’anna, um estudioso do folclore brasileiro, já falecido. A festa que inicialmente propunha privilegiar o folclore local e regional recebe
atualmente grupos folclóricos de várias regiões do país e cerca de 150 mil visitantes.

São pessoas vindas de diversas partes do Brasil e do exterior, que atraídos pela fama do festival, modificam a rotina da cidade. De acordo com a comissão organizadora, o festival deste ano receberá 57 grupos, sendo 46
autênticos e 11 parafolclóricos e homenageará as manifestações do Estado do Pará que virá com o Balé Folclórico “Tradições da Amazônia”. Neste período, as escolas transformam-se em alojamentos para os participantes
dos grupos, que durante o dia dançam e cantam ao ar livre.

A Associação de Defesa do Folclore Brasileiro, entidade que organiza o Festival todos os anos, conta com o apoio de voluntários e da Prefeitura Municipal de Olímpia.

 

           Segundo diz a Secretária de Turismo do Município, Rosali Gobato Ducati, a festa que movimenta a cidade durante toda a semana não visa lucro. Ela diz que “vale a pena ver as apresentações, visitar o pavilhão de Pintura, o Turístico Cultural, participar dos Seminários, do Minifestival onde os grupos de dança contam histórias folclóricas para as crianças, e da Folclorança, uma oficina de brinquedos tradicionais estudantis”, finaliza.

O Festival tem importância para toda a cidade, pois além de difundir a cultura nacionalmente, movimenta a economia da cidade e da região. Pesquisa realizada ano passado pela prefeitura, constatou que foram gerados 500 empregos, diretos e indiretos, durante o evento. Fato que motiva a cidade a continuar realizando a festa que representa a cultura do povo brasileiro.

 
 
 
   
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