Franca, 30 de julho de 2010
 
       

          Ninguém discute que a pesca de tucunarés é uma das grandes atrações de Miguelópolis, localizada acima da Usina Hidrelétrica de Volta Grande, na divisa de São Paulo com Minas Gerais. Esta área, aliás, de longa data é reconhecida no País por seu potencial turístico.
Além da estrutura bem montada para receber os turistas, Miguelópolis tem o privilégio de uma temperatura média de 30oC, um estímulo aos banhistas que encontram no balneário o lugar perfeito para nadar e se divertir. Nos finais de semana e principalmente nos feriados prolongados a movimentação de visitantes é intensa. Eles chegam para desfrutar da praia de água doce, um dos grandes atrativos da cidade.
          Agora, mais do que nunca, as autoridades locais estão empenhadas em incrementar atividades para esse público.
          O primeiro passo nessa direção, se deu com a formatação do Comtur, abrindo caminho para projetar ações de fomento ao turismo local. Outra boa notícia é a criação do calendário de eventos que visa retomar os famosos festivais de viola, os campeonatos de pesca, moto cross, jet ski e outros esportes náuticos. As famosas Festas de Peão e do padroeiro São Miguel, também fazem parte dos atrativos da cidade que tão bem recebe os visitantes.
          A distância que separa Miguelópolis de Franca é de apenas 100 km de estradas bem conservadas. Durante o trajeto o visitante observador poderá se encantar com a beleza de lavouras das mais diversificadas culturas.           Chegando a Miguelópolis, surgem as plantações de algodão, extensa com seus flocos brancos, num visual de rara beleza.

          Logo na entrada da cidade as placas indicativas não deixam dúvida do que vem pela frente: descontração e lazer. A sinalização indica a estrutura bem montada do comércio e de serviços para bem atender os visitantes. No centro da cidade vários estabelecimentos comerciais, um do lado do outro, revelam que o turismo aliado à força da agricultura faz girar a roda da economia.
          Num rápido passeio pelas ruas uma curiosidade que encanta: o bucólico vai e vem das bicicletas, trazendo nas cestinhas flores, verduras e pequenas compras. Esse meio de transporte, muito usado pelos habitantes, revela a ótima qualidade de vida em Miguelópolis. Se idéia é permanecer na cidade, uma ótima opção para curtir a noite são os vários quiosques com mesinhas dispostas nas calçadas, próprios para bebericar num bate-papo ao ar livre. São diversas as opções de petiscos. A mini-pizza servida nestes ambientes é imperdível.
          Ao deixar a cidade rumo à praia, faça um pit stop na pista de motocross para observar o pessoal com sua indumentária colorida, em treinamento. Há 2 km do centro, o Rio Grande se descortina com toda a sua exuberância. Na margem oposta os lindos ranchos, contrastando com os barcos que partem para a pesca e o movimento dos jets skis. Do lado de cá fica a famosa praia da cidade, mantida pela prefeitura municipal, bem cuidada e ornamentada por quiosques coloridos. No restaurante local que tem vista panorâmica privilegiada, é possível apreciar receitas diversas da culinária regional. O filé de pintado grelhado com molho de alcaparras e batatas soutê degustado neste cenário, ganha sabor especial.

 
     
     
 

A praia do Tucunaré

          Sozinhos ou em grupo, eles chegam das mais distantes regiões em busca do principal objetivo: os Tucunarés, principalmente os azuis. São empresários e profissionais liberais que para lá se dirigem para a prática da pesca esportiva, onde buscam seus momentos de lazer.
Através da pesca, Miguelópolis se apresenta como um refúgio do estresse das grandes cidades, oferecendo exuberante beleza e um convite irrecusável ao contato com a natureza, na forma mais saudável para repor as energias.
          As pousadas e hotéis do lugar situados em sua maioria próximos à praia, oferecem além de excelentes acomodações, toda a estrutura aos pescadores. Barcos, motores elétricos e de popa, iscas e os demais equipamentos necessários nessa aventura.
          Outro serviço de grande valia oferecido pelos estabelecimentos são os piloteiros (guias de pesca) que acompanham os pescadores ao longo de suas jornadas. A importância dos piloteiros é sentida na imensidão do Rio Grande que esconde em seu leito verdadeiras armadilhas formadas pela grande quantidade de paus submersos. Além da capacidade de navegar, os profissionais conhecem bem os principais pontos de pesca, que aliás, não se restringe aos tucunarés. Nesse trecho o rio está povoado de tilápias, pacus, corvinas, traíras, piaus e dourados.
          Coloque a consciência ecológica na bagagem e conheça de perto este privilegiado recanto de natureza viva.

 
 
 
 
By Alsite