Franca, 30 de julho de 2010
 
São Sebastião do Paraíso
"roteiro de charme no Sudoeste de Minas"

 

     Paraíso, simplesmente, sem medo de ser redundante, afinal ela é oficialmente, desde 1968, a “Cidade dos Ipês”. Em muitas de suas ruas, espalhadas pelos bairros mais distantes e em todo o seu entorno, é possível encontrar essa espécie de árvore, que florescem nas suas variações roxas, rosa, branco e, em maior profusão, o amarelo, tornando a cidade sempre bela, em qualquer época do ano.

     Com localização privilegiada, São Sebastião do Paraíso se encontra no centro de uma região, que compreende o nordeste do Estado de São Paulo e o Sudoeste de Minas Gerais.

     A cidade é um desses lugares que reserva agradáveis surpresas a cada esquina. Parece que foi planejada para “fisgar” o visitante. Se há um adjetivo que lhe cabe bem é aconchegante e isso se deve a sua gente tão hospitaleira e receptiva.

    Os sábados paraisenses, oferecem um prenúncio de que há festa no ar, desde o  alvorecer até às madrugadas agitadas pelos  jovens. É recomendável que o programa comece cedo, a pé, pelo centro da cidade, onde está concentrado o burburinho.
Na Praça da  Igreja Matriz – comendador José Honório, o trabalho dos artesãos começa por volta das 7h30. Meia hora depois já é possível apreciar trabalhos feitos com esmero em bordados; pintura em porcelana; biscuit e peças decorativas em papel machê e trançado. E como o café está arraigado na cultura paraisense, muitos artesãos se dedicam a fazer peças decorativas, como quadros, miniaturas, bandejas, sempre utilizando o grão desse produto que projetou o nome dessa terra além das fronteiras.
          

   

            As suas praças enchem os olhos da comunidade e daqueles que aqui chegam, com seus jardins bem cuidados, sempre floridos. Nas festas da cidade, como no seu aniversário, 25 de outubro ou no Natal, quando acontecem as congadas, ficam ainda mais belos. Nessas ocasiões, a Praça da Matriz serve de palco para exibir trabalhos de arquitetos e decoradores de renome da sociedade paraisense. São eles os responsáveis por enfeitar o local com arranjos criativos e muitas flores de época.
            Ao redor da praça estão localizados bons estabelecimentos para quem quer se deliciar com a culinária árabe, ou experimentar as tradicionais panquecas, que se transformaram em mania entre os que não dispensam os prazeres da boa mesa. É bom reservar um espaço na mala para levar as famosas quitandas, como os amanteigados, do “goiabinha”, broa de fubá e de amendoim e, em junho, o famoso pau-a-pique, um bolinho feito de massa de fubá, com muito amendoim moído, temperado com cravo e assado em folha de bananeira – uma irresistível guloseima que enriquece as muitas e tradicionais festas juninas e quermesses que o paraisense faz questão de promover com capricho. Saindo do centro, a cidade se mostra ao Turista com infindáveis opções de atrativos históricos, culturais e naturais.

   
 

Montanhas cafeeiras
             A produção de café em São Sebastião do Paraíso sempre colocou a cidade como uma das mais importantes para a economia nacional, gerando riqueza para todo o município. Devido a tradição no cultivo desses grãos, foi criado o Circuito Turístico Montanhas Cafeeiras de Minas. Dele fazem parte 12 cidades que guardam marcas do período áureo do Ciclo do Café através das construções urbanas e das velhas fazendas.
             O circuito foi certificado pela Setur-Minas Gerais em dezembro de 2005. O Interessante neste circuito são as visitas às fazendas, onde é possível acompanhar a “lida“ diária do campo, desde a plantação até a moagem do café, passando pela formação das lavouras, pela colheita e seca dos grãos. Muitas propriedades já fazem parte dos roteiros de visitas, sempre prontas a receber e hospedar turistas interessados em conhecer e vivenciar a rotina do campo.

Águas que curam

     Nem só da produção de um dos cafés mais famosos do mundo vive Paraíso. Suas águas termais e curativas fizeram com que esta terra ganhasse renome e atraísse gente de diversos lugares. Paraíso tem as melhores, como já atestou o então bispo da Cidade de São Paulo, em 1858, Dom Antônio Joaquim de Mello, que ao passar pelo distrito de Termópolis disse “essa água é milagrosa”.
      Os antepassados já conheciam e usavam as águas quentes de Termópolis, para fins medicinais e banhos terapêuticos. A partir de1918, esse potencial começou a ser explorado, com a construção do hotel e seu balneário, distante apenas 17 quilômetros do centro de Paraíso.

     Hoje, a cidade recebe um grande fluxo de turistas, que chegam em busca das “águas milagrosas” para o tratamento de ácido úrico, artritismo, cálculos renais e os males da vida agitada.

     É experimentar para sair totalmente revigorado.

   

Principais atrativos:
 
Parque da Lagoinha Santa Paula Frassineti

     Para quem gosta de fazer caminhadas ou um simples passear em um lugar aprazível, acompanhado da família e amigos.

Morro do Baú

     Situado a 3 km da cidade, ao lado da MG-050, lá está o frequentadíssimo Morro do Baú, com sua capela dedicada a Sta. Cruz, coreto e amplo galpão. O local é também lugar de oração e de oferta de "votos" em pagamento de promessas.

Gruta da Figueira
     Local lindo e majestoso. No seu interior nasce uma fonte de água potável e cristalina.

Gruta do Bosque
Possui 3 amplos salões em rocha argilosa. O salão grande mede cerca de 20m, de extensão por 10m, de largura, altura máxima 6m.

Gruta Nova Olinda

     A gruta tem cerca de 30m de sinuosa abóbada rochosa, digna de ser admirada.

Gruta Toca do Escravo Alexandre

     É uma caverna ainda pouco conhecida, mas, sabe-se que serviu de esconderijo por muito tempo, a um escravo fugitivo de nome "Alexandre", por volta de 1862. A entrada da gruta acha-se semi-oculta, no fundo de um aparado que mede uns 40m, no meio de belíssimo bosque.

 
       
 

           

 
 
 
   
By Alsite