Até
parece que todos podem se encontrar em uma mesma
esquina. Até parece que o País
inteiro se faz presente por aqui, com sua característica
principal – a mistura de povos, sotaques
e culturas. Assim é Franca, um misto
da correria paulistana movida por seus incansáveis
trabalhadores com o jeito manso do mineiro.
O município pode ser defi nido como o
lugar do progresso e do sossego, da tradição
e da modernidade, tudo isso envolvendo harmoniosamente
seus 315.770 habitantes.
É
possível conhecer e se familiarizar facilmente
com as ruas e avenidas de Franca, ladeadas de
sibipirunas, flamboyants e ipês. Aqui
se faz boas compras em seus dois shoppings,
um especializado em seu produto mais famoso,
o calçado, que vem historicamente trazendo
riquezas ao município. Além disso,
quem vem a Franca não pode deixar de
visitar seus museus (do Calçado, do Museu
da Imagem e do Som - MIS e o Histórico),
seu teatro municipal, pinacoteca, duas bibliotecas
públicas, três cinemas, os parques
(um em construção), conhecer sua
produção de mel e de doces, além
do seu fervilhante comércio.
Vai
um cafezinho, assistindo um jogo de basquete
e de sapato novo?
Se
tem uma coisa que Franca possui e guarda com
carinho são as suas tradições.
A fama que conquistou da terra do café,
do calçado masculino e do bom basquete
- disputado quarto a quarto - ainda rende grandes
aplausos da torcida.
Nosso cafezinho vem fazendo bonito até
em mesas internacionais. Oitenta por cento da
produção do café de Franca
e região vão para países
como França, Itália, Alemanha,
Estados Unidos e consumidores no exterior. Todos
conhecem a alta qualidade do produto que nasce
por essas paragens (leia mais abaixo).
E como “capital do basquete”, muitos
momentos de felicidade que a cidade proporcionou
a seus fi lhos, foram nas quadras. Franca é
considerada a principal escola do basquete brasileiro.
Desde a década de 50, o basquete fi gura
entre os esportes mais praticados pela juventude
francana.
“Bater perna” para tomar tal café
e ir aos jogos de basquete pedem sapatos confortáveis
e de qualidade e isso é uma das coisas
que Franca sabe fazer bem, afi nal é
um dos maiores pólos calçadista
do país. Com as vendas externas, a cidade
deu um salto tecnológico e de qualidade
na fabricação de calçados.
Hoje ela tem importante contribuição
em números grandiosos como o resultado
de mais de 64 milhões de dólares
exportados, somente neste ano, em calçados,
produção oriunda de cerca de 430
indústrias, que trazem gente de todos
os cantos para adquirir o produto.
Preciosidades – E Franca
tem mais. Uma das mais importantes atividades
do município é a secular extração,
lapidação e comércio de
diamantes. Sem falar no trabalho de famosos
ourives que aqui se encontram. Franca é
conhecida no mercado internacional como um dos
grandes centros de comércio. Toda essa
atividade sempre garantiu empregos, renda e
atraiu comerciantes de outros países,
colaborando para a boa qualidade de vida dos
cidadãos. É assim que Franca o
é, a fama trazendo resultados positivos
incontestáveis para aqueles que aqui
nascem, vivem ou somente vêm ver de perto
o que é que Franca tem e contribuem de
alguma forma para o seu sucesso.
Passear na praça é tradição
nesta cidade
Apesar do francano já estar acostumado
aos ares cosmopolitas que a cidade oferece,
ainda é possível ver as praças
repletas de jovens casais passeando de mãos
dadas, senhores e senhoras sentados pelos bancos,
homens “jogando conversa fora” e
famílias inteiras com seus filhos levados
por uma mão e o sorvete na outra. Não
é para menos. Franca possui cerca de
150 praças espalhadas por seus mais de
200 bairros. Isso sem falar nas mais famosas,
localizadas no centro: a Praça Nossa
Senhora da Conceição e a Praça
Barão de Franca. São nelas que
o visitante encontra quase tudo o que quer em
ambiente agradável e bem cuidado com
cafés, restaurantes e aquele chope gelado.
A Praça Nossa Senhora da Conceição,
criada por volta de 1827, para ficar como a
conhecemos hoje, passou por cinco reformas desde
então, a última em 2002, realizada
através de uma parceria entre a ONG “Grupo
Cidadania Franca Viva” e o Unibanco. Foi
nesta obra que os monumentos que ali se encontram
– o Relógio de Sol e a concha acústica
– ganharam restauração completa.
O resultado foi à aprovação
da população e se tornar um dos
pontos mais lembrados por sua beleza por aqueles
que vem de fora. É lá que está
a imponente Igreja Catedral que empresta seu
nome à praça, em homenagem à
santa padroeira dessa terra.
A Praça Barão de Franca (chamada
antigamente de Aclamação) não
fica atrás. Transformada em um amplo
calçadão na década de 80,
ela é um dos locais mais movimentados
da cidade e todo o burburinho encontrado por
lá é formado por muitos turistas
com sotaques dos mais diversos lugares. Na verdade,
a Praça Barão, como é mais
conhecida, parece um mundo à parte de
Franca. Lá se faz e discuti-se política,
vende-se sapatos seminovos, troca-se ou vendem-se
peças para colecionadores. O visitante
mais atento pode ainda apreciar algumas fachadas
de prédios antigos.
Cultura atrai gente de todos os cantos
Passear em Franca ainda pode ter um atrativo
a mais: a cultura e a produção
de eventos. São dois teatros, museus,
bibliotecas, arquivo histórico, cinemas
e pinacoteca – espaços que oferecem
uma gama enorme de informações
de primeira qualidade a quem não dispensa
a aquisição de conhecimentos.
O mais novo é o Museu do Calçado
“Wilson Sábio de Mello”,
inaugurado em 2001, sediado na praça
Nossa Senhora da Conceição, no
coração da cidade. Conta com mais
de 3 mil itens – entre eles os sapatos
de gente famosa, como o usado pelo presidente
Lula em sua posse e o do governador de São
Paulo, Geraldo Alckmin. Seu nome é uma
justa homenagem a um dos primeiros e mais importantes
produtores de calçado da cidade, criador
da famosa marca Samello. O local dispõe
de salas com vídeo, cyber café,
livraria e computadores conectados com os principais
centros de informação sobre a
moda mundial e os assuntos de interesse do setor.
História – Também,
bem no centro da cidade, encontra-se o Museu
Histórico Municipal que leva o nome de
um dos maiores historiadores que a cidade já
teve e que também foi seu idealizador:
José Chiachiri. Sua inauguração
se deu em 1959. O atual prédio –
tombado em 1997 pelo patrimônio histórico
– nos idos de 1896 abrigava o Fórum
da cidade e a cadeia local. Depois foi sede
da prefeitura e da Câmara dos Vereadores.
Somente em 1969 é que o museu foi instalado
no imponente endereço, a fim de dar ao
seu acervo de cerca de quatro mil peças
um local adequado. Coordenado há 21 anos
por Margarida Borges Pansani, o Museu Histórico
abriga trabalhos e peças em taxidermia
(arte de empalhar), vestuário antigo,
mobiliário, objetos de etnografi a e
etnologia, material indígena, sala das
profissões, sala de música e documentos.
O local conta também com biblioteca de
apoio e o único arquivo climatizado da
região, totalmente digitalizado, a fim
de facilitar as consultas dos visitantes. Margarida
conta que recebe, em média, 100 visitantes
ao dia. “São pessoas de todas as
idades e de diferentes partes do Estado, principalmente
das cidades vizinhas e da capital”.
Arquivo histórico
- O Arquivo Histórico Municipal “Capitão
Hipólito Antônio Pinheiro”
é outro ponto que merece uma visita sem
pressa. Tem cerca de 100 mil documentos e 10
mil livros. O material pode ser utilizado para
pesquisas, que ajudam a basear teses e trabalhos
acadêmicos, sendo que muita gente de fora
tem nesse material a fonte certa para seus estudos.
Esses documentos datam dos anos de 1700 e 1800,
em sua maioria. E mais, ele está localizado
no térreo do Colégio Champagnat,
antiga escola Marista, prédio também
tombado pelo patrimônio histórico
e que merece uma visitação mais
demorada a fim de descobrir suas belezas arquitetônicas.
Arte
– De endereço novo, funcionando
na entrada do Teatro Municipal “José
Cyrino Goulart”, a Pinacoteca Municipal
“Miguel Ângelo Pucci” é
uma concentração de arte de qualidade
em um único espaço. Em 1977 ela
ganhou instalação própria.
De acordo com o seu coordenador, Wagner Voss,
o acervo está hoje em 230 peças
de esculturas em gesso, pedra sabão,
argila, pinturas em
tela nos estilos acadêmico e contemporâneo,
aquarelas, entalhes em madeira, entre outras
obras. “Quase 80% delas são de
autores das cidades da região e de todo
o Estado, compradas pelos grandes intelectuais
e artistas que por aqui viveram e passaram ou
doadas por famílias francanas tradicionais”,
informa ele. Wagner explica que atualmente,
a instalação no Teatro Municipal
facilitou o acesso do público. “Para
se ter uma idéia disso, em abril passado
chegamos a ter mais de cinco mil visitantes”,
completa.
Um
passeio no parque
As belezas
naturais sempre foram atrativos a mais para
incrementar um bom passeio e nesse aspecto Franca
não deixa nada a desejar ao turista mais
exigente, a começar pelo Jardim Zoobotânico,
inaugurado como horto florestal em 1952.
De lá
para cá, mais de 136 espécies
foram identifi cadas e catalogadas. Dessas,
102 são nativas, mostrando a riqueza
da flora dessa região. Esse trabalho
informativo vem atraindo grande interesse não
só da população da cidade
como também dos visitantes de outras
regiões que querem conhecer um pouco
mais da diversidade de espécies que o
sudoeste paulista possui, isso sem falar nos
biólogos e profissionais de diversas
partes do País que aproveitam tamanho
acervo para desenvolver suas pesquisas. Hoje
o viveiro de mudas do Jardim Zoobotânico
é um do maiores do Estado, fornecendo
flores e plantas gratuitamente a quem se interessar.
Muitos proprietários de sítios,
ranchos e chácaras da macro região
de Franca são freqüentadores e “clientes”
antigos do Jardim.
Hipismo
e agropecuária – Quem
quer um passeio ao ar livre em área de
mais de 190 mil metros quadrados, não
pode deixar de conhecer o Parque de Exposições
Permanentes “Fernando Costa”, localizado
perto do bairro da Estação e do
Guanabara (avenida Doutor Flávio Rocha,
500). Sua característica principal é
o de espaço para prática de esportes
hípicos. O espaço abriga ainda
o projeto “Café com Música”,
com apresentação de artistas regionais
e muitos quitutes em um domingo por mês.
Com capacidade para receber 60 mil pessoas,
o “Fernando Costa” tem seu maior
público por ocasião das festas
regionais, como a Expoagro, geralmente realizada
no mês de maio; as Cavalhadas, em agosto
e a Festa da Integração, em setembro.
Aberto das 7h às 19h, é possível
ver famílias inteiras que costumam caminhar,
fazer cooper ou andar de bicicleta pelo local.
Novidade
– Um parque específico para lazer
sempre foi uma antiga reivindicação
da população francana. Ao longo
de anos, diversas administrações
públicas reconheceram a necessidade de
um local assim, a fim de incrementar ainda mais
o turismo da cidade. Mas somente este ano o
Parque dos Trabalhadores saiu do papel e se
transformou em realidade. A área de preservação
ambiental escolhida para abrigar o empreendimento
possui 286 mil metros quadrados doada pelo Estado
está localizada no bairro Parque dos
Pinhais. O local terá um edifício
para administração, quiosques,
pista de corrida, quadras poliesportivas, banheiros
públicos, implementação
de projeto paisagístico, lanchonete e
um lago com lençol d'água de 2.400
metros. A construção será
feita através de uma parceria com a Ocisp
“Construtores Sociais” e a Petrobras,
que liberou recursos na ordem de R$ 1.279 mil.
Cerca de 60% das obras já devem ser entregues
até o final deste ano.
Em
Franca, comprar é muito fácil
Ir
visitar uma cidade e sair dela sem uma lembrança
local e sem presentes para os amigos e familiares
é quase impossível. E há
ainda aqueles que trabalham com a revenda de
produtos adquiridos em outro município
e para isso necessitam de atendimento e infra-estrutura
diferenciados. Em Franca isto é uma praxe
na cidade. Conhecida por seus calçados
de qualidade e comércio efervescente,
a cidade possui todos os quesitos para se fechar
bons negócios, sair dela satisfeito e
com muita sacolas.
Suas
mais importantes lojas estão concentradas
nos shoppings, no centro, e em suas avenidas,
conhecidas como corredores comerciais especializados,
onde encontra-se a oferta de um mesmo tipo de
produto. Para se ter uma idéia da força
do setor comercial como pilar econômico
para Franca e de seu potencial para o turismo
de compras, basta dizer, por exemplo, que a
segunda maior rede de lojas de departamentos
do País é francana, nasceu nessa
terra e cresce mais a cada ano.
No
ano passado o setor comercial gerou 16,5 mil
novos postos de trabalho em Franca. Isso só
foi possível graças ao volume
comercializado, tornando-se cada vez mais importante
a presença do turista na cidade.
Calçados - Para comprar
sapatos, um shopping especializado foi criado
em 1997, e de lá para cá já
perdeu a conta dos milhares de comerciantes
que vieram de outras cidades e Estados. São
76 lojas de fábricas e mais de 300 marcas
com vendas ao varejo e atacado, localizadas
em um único espaço físico,
a fim de facilitar os negócios. Trata-se
do Shopping do Calçado de Franca, dotado
de estacionamento para mais de 300 veículos.
E isso se torna imprescindível, pois
recebe diariamente inúmeros ônibus
e vans de compradores de todo o País.
Para
recepcioná-los como merecem, o centro
de compras ainda oferece postos bancários,
praça de alimentação, amplo
auditório e um escritório do CDL
(Câmara de Diretores Lojistas) para consultas
cadastrais e outros serviços.
Tudo
isso faz com que aquele espaço comercial
seja considerado o maior shopping especializado
da América Latina.