Franca, 30 de julho de 2010
 
          O cenário que circunda Capitólio já é um bom motivo para compensar a viagem nas sinuosas curvas da Rodovia MG 050, por onde aqui e ali, as águas do Rio Turvo roubam a cena para compor um cenário de total esplendor. A cidade é pacata, silenciosa e limpa. Quase sem trânsito de veículos, dá vontade de percorrer a pé suas ruas. Mas, isso requer boa forma física. A maioria delas é calçada de paralelepípedos, com aclives e declives bastante acentuados.           Embora jovem (56 anos de emancipação), o pequeno município tem mais de 200 anos e muita história. Uma delas é o próprio nome que vem do latim "Capitolium’’, que lhe foi concedido numa alusão às grandezas de Roma e das grandes cabeças dos irmãos Francisco que tomaram posse do lugar em 1830. Assim como os irmãos Francisco, Marcos Valle Mendes, dono da construtora Mendes Júnior, se encantou pelo lugar. O empresário descobriu a região no início dos anos 70, época que sua empresa construiu a primeira barragem de usina hidrelétrica no Rio Grande e a estrada entre Furnas e Capitólio.
          O espírito empreendedor do empresário resultou na construção do Balneário Escarpas do Lago. “Um verdadeiro presente para o futuro de Capitólio”, afirma o prefeito Juraci Melo de Rezende, ou Cici, como é chamado. Não há exagero em suas palavras. O mpreendimento abriga cerca de 600 casas cinematográficas e conta com uma infra-estrutura pra ninguém botar defeito. Além de quadras para todos os esportes, possui garagem para 700 barcos, posto de combustível e até heliporto.
           A criação do condomínio de luxo que virou reduto da alta sociedade das principais capitais do país é um divisor de águas na vida dos habitantes que, até então sobreviviam do cultivo do café, do leite e da cerâmica. O complexo emprega diretamente 700 pessoas e segundo o prefeito, dos 600 mil reais arrecadados em IPTU, 400 mil reais vêm das residências do bairro. A partir do balneário, a população aumentou e hoje soma 7.800 residentes que encaram o turismo como uma atividade econômica.
           A nobreza do bairro impulsiona o desenvolvimento da cidade que procura oferecer aos visitantes o mesmo tratamento que recebem seus ilustres moradores de temporada. Três hotéis foram recém construídos e novos estabelecimentos também estão surgindo, fomentando o comércio local. Até uma praia artificial foi construída em pleno perímetro urbano, banhado pelo Rio Piumhi. Com bar, restaurante, sanitários, quadras esportivas, amplo salão de festas e palco para shows, a orla recebe banhistas e esportistas que encontram no calçadão o lugar perfeito para suas caminhadas. É ali que a moçada se concentra para desfrutar do Carnapólio, que a cada ano firma-se como uma das melhores opções do carnaval do interior.
 

Chalana
embarque nessa emoção

           O passeio de chalana na Represa de Furnas leva qualquer navegante ao paraíso. A embarcação desliza com suavidade nas águas profundamente azuis e vai ao encontro de enormes quedas d’água, cânions e paredões rochosos. Durante três horas, tempo médio do percurso, é possível fazer novos amigos, tomar banho de sol, cair na água fria da represa e contemplar o exuberante cenário desenhado pela natureza ao longo de milhares de anos.
           Para quem gosta de conhecer pessoas, o ideal é pegar a chalana com lotação máxima. Há 80 lugares, além do espaço onde são servidas bebidas e petiscos deliciosos. A embarcação é licenciada, possui sanitários, lanchonete, som ambiente, todo o equipamento de segurança e pessoal treinado para atender inclusive, os marinheiros de primeira viagem.
           O passeio acontece todo final de semana e feriados. Os ingressos custam R$ 20,00 por pessoa e são vendidos nos hotéis de Capitólio e no Restaurante do Turvo, local de partida da embarcação que oferece duas paradas para banho.
           A primeira parada é na Cachoeira dos Cânions. A emoção começa na passagem pelo estreito canal que conduz a duas cachoeiras. Primeiro ouve-se o barulho e logo as quedas d’água começam a aparecer. O lugar de onde despencam é de tirar o fôlego. Mas, haja fôlego para alcançá-las a nado. Mesmo para os bons nadadores, a orientação é vestir coletes salva-vidas (o barco oferece). A profundidade no local é de aproximadamente 60 metros.
           O imenso paredão que contorna o lago e oferece o surpreendente cenário, parece que toca o céu e vem refletir na água esverdeada, num verdadeiro convite ao mergulho.Na segunda parada, a cachoeira Lagoa Azul descortina majestosa entre as rochas para terminar seu curso entre brancos pedregulhos que repousam na água cristalina do lugar. A propriedade é particular, mas, ao custo de R$ 3,00, é permitido o acesso a lanchonete e ao cenário sem igual.

Informações e reservas
Fones (35) 3521-6044 / 9981-4539 / 9106-8176

Guia de Serviços

 
 
 
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