Franca, 30 de julho de 2010
 
 
 

Aracaju, sombra e água fresca, um destino ideal

           Aracaju significa cajueiro dos papagaios, palavra composta dos elementos: ará (papagaio) e acayú (fruto do cajueiro). Essa interpretação tem grande vigência, embora existem outras versões.
Aracaju é uma cidade aconchegante, de povo alegre e hospitaleiro, sol o ano inteiro, com uma orla quilométrica e belíssimas praias. Quem quiser um lugar próprio ao "dulce far niente" não deve pensar duas vezes: Aracaju é o destino.
           A capital sergipana nasceu na Colina de Santo Antônio, na zona Norte. De lá, se vê uma dos mais belos espetáculos da natureza: o encontro do Rio Sergipe com o Oceano Atlântico. A vista panorâmica é encantadora. No seu ponto mais alto está a Igreja de Santo Antônio, que no dia 13 de junho, é tomada pelo povo para homenagear o santo casamenteiro. A prosperidade com a produção e exportação de açúcar leva à transferência, em 1855, da capital São Cristóvão para o povoado de Santo Antônio de Aracaju, tornando-se sede do governo do Estado de Sergipe.



Cidades Históricas

São Cristóvão e Laranjeiras, uma viagem ao passado.

           Em Sergipe está a quarta cidade mais antiga do Brasil: São Cristóvão, a 25 km de Aracaju, que preserva exemplos da arquitetura e de relíquias dos séculos XVII e XVIII. É impressionante chegar e encontrar, no meio do campo, um conjunto arquitetônico poderoso e de grande beleza. São igrejas e museus, dentre eles o de Arte Sacra, que guarda o terceiro maior acervo de barroco do Brasil.
           Laranjeiras, a 23 km de Aracaju, é um museu a céu aberto do período da escravidão e da colonização jesuíta. Em cada canto da cidade, lembranças desses períodos estão sempre presentes. Sendo a segunda cidade histórica mais importante do Estado, concentra até hoje o maior número de manifestações folclóricas do Estado, muitas das quais já extintas no resto do país.

Litoral Sul e Norte: notáveis acervos de belezas naturais

           A variedade de recursos naturais em Sergipe é imensa, onde podemos encontrar manguezais, cavernas, serras que se adequam a esportes de aventura e ao ecoturismo, o Cânion de Xingó (5º maior cânion navegável do mundo), reserva de tartarugas marinhas, a caatinga (cenário dos embates entre cangaceiros e policiais incluindo o local onde morreu Lampião, o maior mito do cangaço nordestino), praias com águas mornas e rios perfeitos para os esportes náuticos e a pesca esportiva.
           Na região Sul de Sergipe, uma região de belíssima paisagem natural composta por praias extensas, dunas, coqueirais, lagoas, matas virgens, rios e manguezais, se localizam as praias do Saco, Abais, Pontal, Terra Caída, Caueira e Ilha do Sossego, nos municípios de Estância e Itaporanga.
           O litoral Norte é um verdadeiro paraíso ecológico, que abriga uma região de praias inexploradas, passando por Ponta dos Mangues, Pacatuba e Pirambu, onde se pode encontrar povoados de pescadores, ilhas, lagoas e praias de rio e mar. Em Pirambu está localizada a Reserva Biológica de Santa Isabel, o maior sítio reprodutivo do Brasil da espécie Lepidochelys Olivacea, menor tartaruga marinha do mundo.

Maior São João do Brasil é em Sergipe

           As festas juninas fazem parte da tradição cultural sergipana. Durante o mês de junho, Sergipe vira um imenso arraial para celebrar Santo Antônio, São João e São Pedro. Com o tema "Se Deus é brasileiro, São João é sergipano", a festa tem um cardápio variado de comidas típicas, fogos de artifício, animação e muito forró, xote, xaxado e baião. A diversidade dos festejos juninos em Sergipe garante o maior São João do Brasil.
           Quando os ponteiros do relógio se cruzam marcando zero hora do dia primeiro de junho, o Estado se transforma num imenso arraial. Ao todo, 75 cidades realizam os festejos de junho, com destaque para Aracaju, Estância, Areia Branca, Itaporanga D'Ajuda, Capela e Muribeca.

Vila do Forró Chapéu de Couro

           Um dos melhores festejos juninos de Sergipe está concentrado em Aracaju. É na Praça de Eventos da Orla de Atalaia, de 10 de junho até o final de julho, das 16h às 24h, onde o turista desfruta do melhor dos festejos regionais do Brasil. A Vila tem um projeto arquitetônico cenográfico com fachadas de casas, igreja, casa de farinha, boteco, quermesse com 18 barracas de comidas típicas, estandes dos municípios que tem tradição junina de Sergipe e apresentação de quadrilhas juninas, casamento caipira e fogueira. Tudo isso ao som de muito forró pé-de-serra, com os não menos tradicionais instrumentos: sanfona, zabumba e triangulo. Há ainda apresentação de cantores, bandas de forró locais e nacionais, num espaço físico que comporta, numa só noite, mais de 120 mil pessoas.

Roteiro foz do São Francisco

           Turistas de várias regiões do Brasil chegam diariamente a um dos roteiros mais bonitos do Brasil: a Foz do Rio São Francisco, litoral norte, município de Brejo Grande. Lá, está escondida a “Atlanta” sergipana, com casas, igreja e farol - um povoado inteiro engolido pelo oceano atlântico está sepultado sob as águas azuis. A praia do Cabeço, uma pequena comunidade de pescadores do município de Brejo Grande, encontra-se submerso em uma das mais belas praias do Estado. O lugar ainda é inexplorado e necessita de bastante infra-estrutura para se transformar em um destino ecologicamente correto.
           Praticamente deserto, apenas o catamarã Vaza Barris, de propriedade do Governo do Estado de Sergipe e administrado pela Noztur conduz com comodidade os turistas que chegam a Brejo Grande interessados a conhecer o destino que tem como ponto de parada principal o Pontal já em território alagoano.

Fonte: Secretaria de Estado do Turismo (Setur)
Créditos reservados a César de Oliveira (DRT 484-SE)

 

 
 
 
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